quarta-feira, 25 de junho de 2025

A Revolução

 Ah, sempre os comunistas…

A Revolução, a Intentona, os Rebeldes, Terroristas, Desocupados, Desordeiros, Subversivos, Insurgentes, Anarquistas, Radicais, Agitadores, Marginais, Conspiradores, Infiéis, Comunistas: há tantas maneiras de se referir a eles quanto sua diversidade e modi operandi.


Alguns dirão que são baderneiros que querem apenas tumultuar o mundo que restou, outros dirão que é falta de deus no coração ou falta de um trabalho. Há ainda uns poucos que dirão que são uma ferramenta de controle do próprio estado, que coopta pessoas mais propícias a se rebelarem e depois as extermina.


Não há certeza sobre o que é o que move A Rebelião (é assim que eles se referem a eles mesmos): desafiar o regime? Com certeza! Mas qual parte dele? A forte influência da Igreja em assuntos que não deveriam intervir? A discordância de que juízes sejam ligados ao Divino e não à constituição, sempre fazendo leituras religiosas e morais? Ou ainda ir contra o poder Secular que se aproveita da religião como ferramenta de controle? Ou seria a repressão? A falta de liberdade de imprensa; a ausência de livros, a falta de instrução formal; a inacessibilidade do grande público à instrumentos de comunicação e à educação formal ou ainda a falta de liberdade religiosa?


Como pode ver, não faltam razões para alguém querer se rebelar. Mas se rebelar é algo perigoso!


Gibeão gosta de espalhar através de reportagens compradas nos jornais e nas rádios que qualquer vizinho é um espião em potencial. Rebelar-se é bem mais arriscado quando você tem de se preocupar se seu vizinho está olhando tudo secretamente para delatá-lo aos Legionários.


Gibeão se mantém forte porque aposta no medo e na fé: a fé é semeada nas células dos bairros, onde é fácil de se encaixar, de se catequisar, de prever e manipular. Já o medo funciona de maneira mais sutil: convence àqueles que não se encaixam que devem ficar calados e ao menos fingir que estão levando uma vida de acordo com a lei e com o Verdadeiro Evangelho, enquanto os Terroristas, desocupados, tentam desestabilizar a última nação do mundo, a nação na qual O profeta nasceu e que será levada ao paraíso.


Uma coisa é certa: a rebelião tem muitas cabeças, embora a imprensa goste de dizer o contrário. A impossibilidade de uma organização maior  faz com que se desenvolvam em grupos pequenos ou médios, que têm peças chaves que se comunicam entre si. Ela é difusa e multifacetada, residindo aí a sua maior força e fraqueza.


Nenhum rebelde usa seu próprio nome. Uma vez que ele prove que é digno de confiança, normalmente após alguns pequenos serviços decompromissados, ele será cooptado e  adotará um novo nome, de maneira a se resguardar e nunca entregar os nomes dos companheiros sob tortura.

Há grupos que têm procedimentos específicos para conseguir membros, como procurar por potenciais homossexuais ou pessoas que já tiveram um meta na família. Outros contam com a sorte e observação, em um longo jogo de palavras e ideias que acaba em um teste de fidelidade.



Mas de onde sai o dinheiro?

Os rebeldes precisam de armas, de casas de apoio, de médicos clandestinos e, muitas vezes, simplesmente molhar a mão de algum policial para que não preste muita atenção em algo e isso custa dinheiro.

Estes Dracmas podem vir de algumas formas, além do próprio bolso do membro rebelde (sim, eles possuem empregos, estudam, têm família, afinal o disfarce de cidadão de bem tem que convencer), há células que possuem membros ricos ou ainda financiadores ocultos que, por trás, podem ter uma segunda intenção. Uma família abastada pode ter escolhido uma celula à dedo, após ter um filho enviado para o oeste depois de ter sido descoberto como homossexual, usando-a para exterminar um a um dos envolvidos no julgamento. As possibilidades são infinitas.


Algumas celebridades que fariam parte dA Rebelião:




Hellena



Isaac


Lucca



Chazz

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